quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Peixe betta doente - Saiba que cuidados tomar !!!

INTRODUÇÃO
O Betta Splendens, assim como todos os peixes de cativeiro, está sujeito à uma série de doenças, principalmente transmissíveis. Por isso todo criador deve ter em mente que o maior aliado da saúde do betta é a higiene preventiva. Por que é mais fácil evitar doenças do que curá-las.
Prevenção / Profilaxia
A prevenção é a melhor maneira de evitar doenças.
Regra : Não se usa preventivo em peixes saudáveis
(Colocar uma gotinha de anti-fungo pra peixe não ficar doente é estupidez!)
Quarentena
A primeira de todas as medidas profiláticas é fazer a quarentena de peixes e plantas adquiridos. Os peixes e as plantas devem ser primeiramente desinfetados numa solução de permanganato de potássio(eu uso labcon clean). Depois, os peixes devem ser colocados num aquário de isolamento por um período de 28 dias e só então colocado no aquário. Caso não tenha apresentado nenhum sintoma de doença.
Desinfecção
 Outra questão importante é a desinfecção de aquários e redes. As redes podem ser desinfetadas com em uma solução de água/cloro numa proporção de 20/1(vinte partes de água por uma parte de cloro.), por um período de uma hora. Depois deste processo a rede deve ser bem enxaguada afim de retirar qualquer resíduo de cloro.
 Aquários e betteiras devem ser desinfetados usando o mesmo processo descrito acima. No entanto antes de serem reutilizados devem ficar expostos ao sol, numa solução de água(sem cloro) e sal grosso(1colhe de sopa/L). Afim de eliminar qualquer resíduo de cloro que possa ter sido absorvido pelo silicone.
DOENÇAS CAUSADAS POR PROTOZOÁRIOS E OUTROS PARASITAS
Protozoários são pequenos seres formados por uma única célula. Podem apresentar duas fases no seu ciclo de vida: a forma de cistos e a forma livre-natante. Na maioria das vezes eles se manifestam quando ocorre uma queda brusca na temperatura da água.
Ictiofitiríase
Nomes comuns: Íctio ou Doença dos Pontos Brancos (Matador de alevinos Nº1)
 É causada pelo protozoário Ichthyophthyrius multifiliis, que normalmente se manifesta quando os peixes são submetidos a quedas bruscas de temperatura. No estágio inicial da infestação o peixe se esfrega no fundo e nos objetos de decoração do aquário. As nadadeiras ficam mais fechadas, ocorre perda de apetite e a respiração se torna ofegante. Surgem então pequenos pontos brancos espalhados por toda a superfície do corpo e nadadeiras. Este ectoparasita apresenta um ciclo evolutivo onde os indivíduos alojados sob a epiderme do peixe (trofozoítos) evoluem até alcançar a maturidade. Posteriormente abandonam o corpo do peixe para se alojar no fundo e/ou se fixar nos objetos do aquário e assim iniciar um processo de reprodução através de várias divisões. Um indivíduo maduro gera milhares de novos indivíduos (tomitos), os quais evoluem para uma forma livre nadante (terontes), forma infestante da doença.
Todos os medicamentos destinados ao combate deste ectoparasita somente conseguem eliminá-lo quando este encontra-se na fase livre nadante, ou seja, na fase de teronte. Portanto, para se erradicar esta parasitose do aquário é preciso que o medicamento esteja ativo durante todo o ciclo de vida do parasita, para combatê-lo quando este estiver na fase de teronte.
Um detalhe importante é que a velocidade deste ciclo é extremamente influenciada pela temperatura. Enquanto um ciclo de vida se completa em 35 dias a 10 ºC, este mesmo ciclo terá duração de 2 dias se a água for mantida a 27 ºC.
Quando a água atinge 32 ºC a reprodução do parasita é prejudicada. Aqui está então um recurso de manejo aplicável durante o tratamento da ictiofitiríase. A elevação da temperatura para a faixa compreendida entre 30 e 32 ºC, aumenta a eficiência dos medicamentos levando ao desaparecimento dos sintomas de forma mais rápida.
Tratamento: Temperatura em 30/32º e uso de parasiticida.
Oodiniose
Nome comum: Doença do Veludo. (Matador de alevinos Nº2)
Causada pelo protozoário Oodinium pilullaris. Este protozoário também costuma se manifestar quando ocorrem quedas bruscas de temperatura. Falta de apetite, emagrecimento, respiração ofegante, perda de equilíbrio e numerosos pontinhos dourados conferindo ao peixe uma aparência aveludada, são os principais sintomas desta doença. Ela é muito contagiosa e espalha-se rapidamente no aquário. Seu ciclo de vida é semelhante ao do protozoário causador do Íctio. É comum constatar sintomas de asfixia nos peixes infectados.
Tratamento: Parasiticida associado com fungicida.
Costiose
Nome comum: Costia.
Pode ser causada pelos protozoários Ichthyobodo sp. (Costia sp.), Chilodonella sp., Cylochaeta sp. e Brooklynella sp. entre outros. Os peixes apresentam o corpo com aspecto esbranquiçado ou nebuloso, falta de apetite e presença de ramificações vermelhas nas nadadeiras.
Tratamento: Parasiticida associado com fungicida.
Olhos Embaçados ou Dactylogirose
Causada pelos trematodos monogenéticos Dactylogirus sp. e Gyrodactylus sp. Os peixes apresentam os olhos cobertos com uma espécie de névoa, inchaço das brânquias, respiração ofegante, falta de apetite e outros sintomas associados às infecções por fungos ou bactérias.
Tratamento: Parasiticida associado com fungicida.
DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS
Olhos Inchados (Pop-eye)
Os olhos apresentam-se inchados e com o aspecto "saltado" e fosco. É uma doença causada pela má qualidade da água. Não é uma doença fatal, nem contagiosa e é de fácil tratamento. Ocasionalmente o peixe pode perder o olho afetado.
Tratamento: Troque 100% da água - Use um antibiótico. 

Hidropsia
A Hidropsia não é uma doença, mas um conjunto de sintomas e sinais que surgem no decorrer de certas doenças. Ocorre quando há retenção de líquidos na cavidade abdominal, músculos e pele dos peixes, com conseqüências para todos os seus órgãos. Quando isto ocorre, o nível de proteínas do sangue diminui muito, o sangue se dilui, fica aquoso. Ocorre insuficiência dos rins e do coração do peixe. Ele não consegue eliminar água de seu organismo. Incha. As escamas, que estão presas a ele só por uma parte, se levantam, eriçam.
Tratamento: O início imediato do tratamento é essencial. Quanto mais cedo se iniciar, melhores as chances de o peixe reagir. Contra a inchação do peixe, em si, para ajudá-lo a eliminar água, pode-se tentar o uso do sal grosso. Antibióticos indicados são Aureomicina (clorotetraciclina) 25mg/L. Terramicina (oxitetraciclina), 50mg/L,em banhos de 24 a 72 horas, renovando-se a solução se estiver dando resultado. Cloromicetina (cloranfenicol),também é usada na mesma dosagem e tempo que a Terramicina.
Fungo na Boca (Cotton mouth)
Apesar do nome, normalmente é causada pela ação da bactéria Flexibacter columaris . Possuí como característica a presença de pequenos filamentos ou tufos de algodão formando uma grossa camada ao redor da boca. É comum a ocorrência simultânea de fungos.
Tratamento: Uso de antibiótico associado com um fungicida.   
DOENÇAS CAUSADAS POR FUNGOS
Possuem como característica o surgimento de estruturas presas aos peixes semelhantes a tufos de algodão. São consideradas doenças oportunistas que se manifestam quando ocorre uma queda na qualidade da água, responsável pela queda no sistema imunológico dos peixes, tornando-os suscetíveis à doença.
Doença do algodão ou Saprolegniose
Causada principalmente pelos fungos Saprolegnia sp. , Achlya sp. e Ichthyosporidium sp. . O peixe apresenta tufos semelhantes a algodão na superfície do corpo ou nadadeiras. Muitas vezes pode haver perda de escamas.
Tratamento: Uso de fungicida.                
DOENÇAS CAUSADAS POR ALIMENTAÇÃO INADEQUADA
Problemas de bexiga natatória


Bettas com problemas na Bexiga Natatória nadam com dificuldade e tem problemas em se manter na horizontal. Podem ficar no fundo, nadando por espasmos para chegar à superfície. Podem também ficar sempre na superfície como que "boiando". A causa é a alimentação; má qualidade, pouco variada e (ou) em excesso. Ração em "bolinhas" é o agente nº1 deste problema. Também é um problema muito comum em alevinos de 4/8 semanas que comem apenas nauplios de artêmia. O betta deve voltar ao normal normalmente (principalmente os filhotes), porém em alguns casos o problema é irreversível.
Tratamento: Mudar a dieta. Se possível oferecer alimentos vivos, patês, etc. Evitar as "bolinhas". É interessante colocar o betta em recipiente com poucos centímetros de água. No caso dos alevinos deve-se adquirir algum alimento alternativo(ex.: microvermes). Interromper os nauplios por alguns dias.
Constipação
A causa é a alimentação; má qualidade, pouco variada e(ou) em excesso. Ração de "bolinha" é o causador nº1.
Tratamento: Mudar a dieta. Se possível oferecer alimentos vivos, patês, etc. 



DOENÇAS CAUSADAS POR PH INADEQUADO
Água muito ácida
Nadadeiras fechadas, escamas eriçadas, natação irregular, tremores.

Água muito alcalina
Perda de brilho nas escamas, respiração ofegante junto à superfície. Pode haver perda de escamas.

fonte: http://www.zoopets.com.br/bettas/doencas.htm                           


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Máscara em Bettas

A Máscara (Mask) é uma das mais belas e desejadas características dos Bettas. Tipicamente, Bettas de qualquer cor iridescente tem uma cabeça de aparência negra (que é considerada sem máscara). Devido à criação intensiva e cuidadosa cruzando genes metálicos com iridescência, desenvolveram-se Bettas para apresentar cores iridescentes em que a cabeça/face tem a mesma cor de seu corpo, dando a aparência de uma máscara.


Sem Máscara (Non Masked)

Sem Máscara X Sem Máscara = Filhotes 100% Sem Máscara.

Em alguns casos:
Sem Máscara X Máscara = Filhotes Sem Máscara com genótipo de Máscara (O gene de Máscara é recessivo).


Máscara Heterozigótica (Também chamada de Máscara Parcial)

Em alguns casos:
Sem Máscara  X  Heterozigótico = Filhotes 75% Sem Máscara, 25% Heterozigóticos (Parcial).  Neste caso, o gene de Máscara é dominante.

Heterozigótico X Heterozigótico= Filhotes 50% Sem Máscara, 25% Heterozigóticos (Parcial) e 25% Homozigóticos (Máscara completa).


Máscara Homozigótica (Máscara Completa)


Heterozigótico x Homozigótico= Filhotes 50% Heterozigóticos (Parcial), 50% Homozigóticos
Homozigótico x Homozigótico = Filhotes 100% Homozigóticos (Máscara Completa).


Fonte de Consulta:

http://www.bettachoice.com/

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Produzindo Doubletails


Doubletails são produzidos por um gene mutante que faz com que a nadadeira caudal seja dividida em duas partes. Uma característica secundária produzida por esta mutação é uma barbatana dorsal tremendamente alargada. Tem sido sugerido que o traço DT transforma a parte superior do betta de modo a refletir sua parte inferior, produzindo uma nadadeira anal e cauda extras em cima do peixe.
De acordo com esta teoria, a dorsal doubletail é muitas vezes maior do que a dorsal de um Betta normal. Na verdade, as barbatanas dorsal e anal em DTs parecem ser aproximadamente do mesmo tamanho e largura.
A mutação que causa a DT é recessivo para o Singletail normal (ST). Cruzando um DT com uma ST irá resultar em 100 filhotes ST, com aproximadamente 75% carregando o gene recessivo DT. Costumava-se pensar que um cruzamento DT x ST iria produzir genótipos DT 100%, mas tenho experiência em produzir o mesmo peixe macho (ST / dt) para duas fêmeas irmãs de uma mesma desova. Uma das fêmeas produziu 25% de DT de seu cruzamento com este macho e a outra fêmea não produziu nada de DT. Mais tarde, fiz um cruzamento de um DT macho com uma irmã ST da mesma desova e fui recompensada com uma grande semente que não resultou prole DT - nenhuma! Então, só posso concluir que o gene DT não afeta todos os membros de uma semente, como anteriormente se pensava.
A primeira geração de um cruzamento ST x DT são referidos como Singletails com geno doubletail, ou ST / dt. Cruzamento de dois peixes ST / dt quase sempre vai render alguns DT (geralmente cerca de 25%). Cruzando um DT (DT ou dT / dt) com um ST/dt normalmente irá produzir um maior número de DT, em torno de 50%. Cruzando-se DT x DT normalmente teremos 100% de DT, mas estes cruzamentos, muitas vezes, apresentam problemas, como caudas fundidas, espinhas dobradas, ou corpos deformados. Estes problemas podem ser minimizados em desovas DT x DT usando apenas peixes sem imperfeições graves.
É prática comum hoje entre os criadores de bettas usar o DT para melhorar as suas linhagens de ST, aumentando o volume de nadadeiras e largura da barbatana dorsal. Isso pode ser feito logo na geração F1, mas com a criação seletiva pode ser reforçada de modo que o betta ST tenha uma dorsal quase tão larga quanto a de um DT!
Um novo desenvolvimento e agradável desenvolvimento é o DT HM, onde a sobreposição das nadadeiras caudais pode se espalhar para uma faixa de 180 graus ou mais. Isso, combinado com a relação simétrica do dorsal vs o anal, produz certamente um betta muito impressionante!

fonte: http://bettysplendens.com/articles/page.imp?articleid=879

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Guia de Cuidados com Bettas Doentes


Manual das principais doenças que afetam os bettas, é só clicar no link abaixo.

http://vitoriareef.com.br/portal/index.php?option=com_content&task=category&sectionid=5&id=27&Itemid=39

Alimentação - Bloodworms

Bom Galera, sei que para quem mantem muitas espécies fica inviavel, por esse metodo dar para todos os peixes, mas sempre ajuda para peixes doentes ou para os recém chegados.
Blood worms, são larvas de mosquito do genero Chironomus, uma espécie muito comum em nossa região e com biologia amplamente conhecida. As larvas dessa espécie vivem em rios e córregos, podem ser utilizadas como ferramenta de trabalho para se detectar diferentes tipos de fontes de poluição, como despejos de esgotos, metais, pesticidas e desmatamentos e ainda como alimento congelados ou vivos para nossos peixes, desde que cultivados de forma adequada.
Então vamos para o que mais interessa!!!
Como Criar!!!
- Os ovos desse mosquito você pode conseguir com um amigo ou com algum laboratório de ecotoxicologia ou até mesmo pegando algumas larvas:
 eu mantenho da seguinte forma:
- Os primeiros ovos você poderá colocar em um pote de 2 litros com aproximadamente 1 litro de agua “descansada”  (agua que passou pelo menos 3 dias separada em um pote para evaporar o cloro), coloque um pouco de turfa, bem pouco mesmo, para que as larvas construam seus tubos, e alimente com ração para peixes. Na boca desse pote coloque uma garrafa pet com uma rede de tule no lugar da tampa (você poderá usar o anel da tampa para prender a rede na boca da garrafa, como na imagem abaixo:
frasco de criacao
OBS: Reparem os tubos das larvas no fundo do Pote
Assim que os  adultos emergirem, eles acasalarão e as femeas desovarão na superficie da agua.
quiro
Dentro de aproximadamente dois dias eles acabam  morrendo.
Os ovos eu retiro e coloco em uma bandeja com agua “descansada” e com um pouco de turfa no fundo para eclodir.
bandeja1
São facilmente identificado, eles ficam em uma massa gelatinosa colado na parede do pote bem próximo a superficie, como na figura abaixo:
cordao
Assim que eclodem eu seleciono algumas larvas para voltarem ao pote uma média de 20 larvas já é o suficiente, o restante eu dou para os peixes!!!
bloodworms2
mas tome cuidado para as larvas não vivarem pulpas na bandeja
pulpa-de-chiro1

fonte: http://gckbr.com/?p=248.

Alimentação - As Enquitréias e os Vermes de Grindall

Marcos Giampietro

Um rápido manual sobre esses nematóides tão amplamente cultivados por criadores e hobistas pelo mundo. Uma pequena contribuição para que você possa sozinho fazer, manter e repicar com êxito sua cultura.

O recipiente


Particularmente prefiro as caixas de isopor tratadas, vamos tratar a sua?
Em uma caixa de 3 litros aplique uma fina camada de silicone e deixe secar por 24 horas.
Este procedimento vai evitar que a cultura perca a umidade pois mesmo as caixas de qualidade superior apresentam uma certa permeabilidade, com a camada selante do silicone evitamos esta perda.

O substrato

Existem muitas tipos de substratos e cada criador utiliza o seu de acordo com suas necessidades e facilidades.
Eu venho utilizando por anos o carvão ativo com muito sucesso.
Vamos preparar o seu para o uso?
Depois de adquirir seu carvão deixe o mesmo de molho por 24 horas.
Após este período, lave-o em água corrente procurando atrita-los entre sí para soltar toda a foligem.
Escorra bem para que fique apenas úmido, nunca encharcado!
Coloque-o na caixa que usaremos para manter a cultura.

Os nematóides

Tanto as enquitréias quanto os vermes de grindall vivem e se reproduzem muito bem nesse ambiente que criamos pois ambos gostam da umidade, o escurinho e o alimento farto.
Após adquirir um inóculo dos nematóides de sua preferência você vai simplesmente transferir o carvão em que vieram para a caixa que montamos para formar a nova cultura.
A cultura que enviamos é forte o suficiente para que você repique em pelo menos 3 novas culturas, mas se quiser começar a coletar imediatamente sugiro que transfica a cultura completa.
Normalmente os amigos criam nas próprias caixas em que enviamos, tal procedimento está correto, mas como é um ambiente reduzido devemos ficar atentos com a qualidade do substrato. Vou explicar mais na fente na parte de manutenção da cultura.

A alimentação

Esses pequenos seres se alimentam de tudo mas devemos lembrar sempre que o alimento que você está dando aos vermes é o que você está dando aos seus peixes, portanto, prefira alimentos realmente nutritivos.
Pela praticidade usamos a aveia em flocos mas fizemos testes muito bons com ração para gato e (não vale rir) salsicha.
Marcos endoidou? Não meus amigos!


Experimento #1 - Ração para GATOS


Apresentou um rendimento superior ao trato com aveia em pó, é mais prático pois você vai alimentar 1 vez e a cada 5 ou 6 dias. Não posso deixar de lembrar que sua cultura deve ser mantida sempre úmida, portanto se optar por alimentar com ração não esqueça de borrifar água na cultura sempre que notar o ressecamento do carvão.




Experimento #2 - Salsicha Cozida





Apresentou um rendimento superior ao trato com ração de gato,  tem a mesma praticidade da mesma pois você vai alimentar 1 vez e a cada 5 ou 6 dias. Lembre que sua cultura deve ser mantida sempre úmida, portanto se optar por alimentar com ração não esqueça de borrifar água na cultura sempre que notar o ressecamento do carvão.



Conclusão


O uso da salsicha e da ração de gato são aliados importantes no fortalecimento de nossa cultura quando nos referimos a produção de nematóides, evidentemente existes outros fatores intervenientes neste processo que devem ser levados em consideração.
A aveia apesar de apresentar menor rendimento é a que menos suja o substrato, por isso aconselhamos seu uso diário, na formação de novas culturas será sempre bem interessante o uso da salsicha pois apresenta um rendimento bem superior aos outros alimentos.


Manutenção da Cultura

Evidentemente sua cultura exige uma manutenção, pois o substrato acaba ficando saturado de matéria orgânica, o que altera seus parâmetros e pode levar sua cultura a falência total ou diminuição da produção.

Em uma cultura feita nas caixas de 3 litros você deverá realizar o trato do substrato a cada 3 meses em média, enquanto nas pequenas caixas em que as culturas são enviadas essa manutenção deverá ser feita mensalmente.

Remova a camada superior da cultura onde se encontra os vermes e reserve.

Pegue o restante do carvão e lave bem em água corrente atritando os grânulos de carvão entre si.
Escorra toda a água e devolva cuidadosamente o carvão para a caixa que deverá estar lavada e já com a camada que vc retirou os nematóides no fundo, alimente e os vermes irão parar na camada superior limpa enquanto o pouco carvão sujo que restou estará no fundo e será lavado na próxima manutenção.


Um GRANDE abraço a todos, não deixem de contribuir para nosso fórum postando lá suas dúvidas!

fonte: http://www.marcosbetta.com/site/page.php?29

Alimentação - Dáfnias: características e cultivo

Como se tem observado, a alimentação viva é muito importante para espécies criadas em aquários, pois possuem os mesmos valores nutritivos que os peixes encontram na natureza. Entre os alimentos mais utilizados pelos aquaristas, encontramos a dáfnia (Daphnia sp.), rica fonte de iodo, fósforo e cálcio, chamada também de pulga d’água.
Na verdade, as dáfnias são pequenos crustáceos da subordem Cladocera, medindo cerca de 2 a 4mm de comprimento. Na natureza vivem em lagos e charcos, locais de águas paradas e ricos em matéria orgânica. De aparência semelhante a uma pulga, seu corpo é ovalado e recoberto por uma espécie de concha transparente, com duas valvas que lhe servem de esqueleto. A cabeça é grande e os olhos são bem desenvolvidos. Possui 2 pares de antenas, sendo que o segundo par é bem desenvolvido e é por meio dele que as pulgas-d’água se locomovem, impulsionadas por pequenos saltos bruscos. O movimento é na maioria das vezes no sentido vertical e quase sempre espasmódico. A dáfnia dá golpes para baixo usando as antenas e é impulsionada para cima, depois submerge lentamente, utilizando as antenas como se fossem pára-quedas.
As dáfnias possuem geralmente 5 pares de apêndices corporais com forma achatada. O movimento contínuo desses apêndices promove uma corrente de água para dentro do corpo, sendo filtrada por cerdas localizadas na base dos apêndices. Eles funcionam como bomba d’água e filtro, um mecanismo muito eficiente para a coleta de plâncton, que é o alimento básico desses diminutos animais (uma colônia de dáfnias limpa, em pouco tempo, um aquário de água esverdeada repleto de plâncton).
A coloração das dáfnias varia de acordo com a presença de hemoglobina em seu sangue. As que vivem em águas bem aeradas (com grande quantidade de oxigênio dissolvido) não fabricam hemoglobina e têm a coloração branca. Já aquelas que vivem em águas estagnadas são vermelhas, porque precisam produzir hemoglobina para capturar o pouco oxigênio encontrado na água. Quando elas se transportam de um lugar pouco aerado para um outro com mais oxigênio, o excesso de hemoglobina é destruído e isso libera ferro, fazendo com que a coloração das dáfnias fique entre preta e cinza.
Apesar de ser um alimento altamente nutritivo para os peixes, as dáfnias não devem ser ministradas mais de 2 ou 3 vezes por semana, devido à grande quantidade de vitamina A que possuem. Essa vitamina só é benéfica em pequenas quantidades. Um procedimento correto é usar as dáfnias como parte de uma dieta mista e variada (os peixes podem ficar “viciados” em dáfnias e no inverno, época onde são encontradas com certa dificuldade, você terá problemas para alimentar seus exemplares). Elas devem ser servidas vivas e sempre em pequenas quantidades, pois além de serem grandes consumidoras de oxigênio, quando colocadas em quantidades superiores às que os peixes comem, elas morrem em 1 ou 2 dias e poluem a água do aquário.
A melhor época para se capturar ou cultivar as dáfnias é durante o verão e primavera, períodos em que sua concentração atinge números altíssimos devido à elevação da temperatura, que permanece entre 26º e 32ºC e facilita sua reprodução.
Criação
Um bom conselho aos aquaristas, é que eles tenham sua própria produção de dáfnias, o que não é muito difícil quando feita no verão. Ovíparas, as dáfnias deverão ser cultivadas em recipientes não metálicos para propiciar uma boa proliferação do plâncton. Você poderá usar um aquário ou reservatório plástico com capacidade para mais de 100 litros (recipientes menores não darão bons resultados) ou então uma caixa-d’água de 500 litros.
Coloque o recipiente em local aberto e onde bata bastante sol. A temperatura deve estar entre os 26º e 32ºC e, durante o inverno, o tanque terá que ser mantido em local aquecido (a instalação de uma lâmpada comum já resolve o problema). Encha-o de água doce e acrescente 2 colheres de sopa de pó de coral para auxiliar na criação de microalgas e algumas folhas de verduras secas ao sol, que propiciarão o desenvolvimento de infusórios.
Cerca de 4 dias depois, a água já estará verde e pronta para receber as dáfnias, que poderão ser coletadas ou compradas em lojas. Alimente-as com infusórios, caldo de legumes e caldo de coração de boi, espinafre batidos (uma folha de alface no tanque garante a reprodução constante de infusórios, não sendo assim necessário dar outro tipo de alimento). Após algumas semanas, já é possível notar uma nuvem vermelha (quando a aeração for baixa) de dáfnias próxima à superfície. Quanto maior a temperatura da água, maior será seu crescimento e multiplicação.
Nas concentrações desses pequenos crustáceos, o número de machos é muito reduzido e às vezes pode até mesmo não haver nenhum, o que torna comum a partenogênese (óvulos não fecundados desenvolverem-se normalmente e resultam em animais idênticos à mãe). Esse processo é usado para economizar tempo e energia. Na natureza, as gerações onde existem os dois sexos ocorrem nos períodos de maior oferta de alimento e as gerações só de fêmeas nas épocas de pouca comida. Numa criação em aquário, normalmente há grande quantidade de alimentos e talvez nunca ocorra uma geração exclusivamente de fêmeas.

fonte: http://www.portalnetuno.kit.net/dafnias.htm